sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Orientação Familiar


(Face Imagens Históricas)

Meu filho ganhará Gibis; Gravarei desenhos antigos: BarbaPapas: Mr. Magoo; Fred Flintistone; Tom & Jerry ( versão amigos) e muitos outros. Este projeto é voltado para ele ( meu projetinho de vida tão precioso que não precisa e nem merece ver a degradação que se vê atualmente...)
Capa do primeiro gibi da Turma da Mônica, de 1959.

Foto enviada por Fernanda Manenti.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pais & Filhos

Los monstruos de mi casa- crianças sexualmente abusadas chocam especialistas

E quando o monstro está em casa? E quando o monstro é aquele que deveria ser o herói, o protetor, o guardião, o PAI no sentido maior desta palavra que representa Amor, Cuidado e Proteção? Como pode o monstro estar em casa?

É triste constatar que ainda nos dias de hoje crianças sofrem abusos sexuais. Mas, como infelizmente isso acontece no mundo todo, independentemente de religião, cultura ou nacionalidade, um grupo de jovens europeus fez um documentário chocante sobre o tema. Intitulado Los monstruos de mi casa, ele mostra a realidade de crianças que foram vítimas de abuso físico e emocional na Espanha.

A protagonista é Carmem Artero, uma mulher de coração enorme que acolhe essas crianças em seu próprio lar. Como tocar no assunto é algo muito delicado para os pequenos, a forma encontrada pelos documentaristas e psicólogos é através de desenhos. É difícil ver algo tão doloroso em ilustrações infantis, mas divulgar o tema é importante para que as pessoas se mantenham alertas ao menor sinal de abuso entre os mais próximos.

Estarrecedor: desenhos de crianças sexualmente abusadas chocam especialistas

Esses são os desenhos da exibição bizarra e comovente “os monstros da minha casa” que aconteceu em Outubro de 2010, na Espanha. Várias crianças que sofreram abusos sexuais fizeram esses desenhos acompanhados por especialistas, que interpretaram as imagens.


 
Andreu, 8 anos
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.00.30
 
 
Foi abusado pelo padrasto desde os 4 anos. No desenho ele representa ele mesmo em pânico, e dá atenção especial ao zíper da sua calça e os botões de sua camisa, que pra ele representam um símbolo de quando os atos sexuais iriam começar.
 
Captura de Tela 2013-09-19 às 12.00.42 
 
Fernando, 13 anos.
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.00.55
 
Ele foi abusado pelo seu pai desde cedo, e agora mora com a mãe, que conseguiu fazer ele se recuperar bem. Ele desenhou o pai como um demônio em um bar, bebendo cerveja e jogando em caça-níqueis. Os riscos saindo do demônio representam o cheiro de álcool. Fernando sente raiva quando mencionam o pai perto dele.
 
Elena, 6 anos.
 
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.01.04
 
Elena sofreu abusos sexuais do seu pai. Agora ela vive com a vó. No desenho, ela coloca sua avó e sua mãe bem grandes. Ela se sente protegida perto das duas. Ela também representa o seu pai transando com ela, bem pequeno, em cima das letras.
 
Miriam, 9 anos
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.01.17
 
Sofreu abuso psicológico. Sua mãe chegou na Espanha com 15 anos de idade e grávida dela. Ela era uma minoria racial por lá, e ela sofreu abusos dos colegas de classe por conta de sua etnia. Ela é a menor pessoa do desenho, que está envolvida com alguma coisa, representando sua solidão. No canto ela tinha escrito “me sinto sozinha” mas apagou porque tem vergonha disso.
 
David, 8 anos
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.01.40
 
Ele sofreu abuso sexual. No desenho, ele destaca os olhos e o pênis do agressor. Ele escreve também “marica” e “chupa-rolas”. O agressor falava isso enquanto o estuprava.
 
Isabel, 8 anos
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.01.54
 
Foi abusada sexualmente pelo pai. No desenho ela retrata o momento do abuso. O pai colocou ela em uma cadeira pra penetrá-la por trás. Na parte superior da imagem, ela retrata o irmão mais novo dela, que ficou vendo tudo acontecer pela porta.
 
Joan, 8 anos.
 
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.02.03
 
 
No desenho ele coloca o cara que estupro ele numa gaiola, fechada com um cadeado, e a chave (no canto superior direito) protegida por espinhos, pra ninguém conseguir pegar.
 
Marina, 5 anos.
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.02.11
 
Era abusada pelo pai, que também obrigava ela a assistir filmes pornô. No desenho, ela retrata um dos filmes que ela assistiu. Ela disse ao especialista que nesses filmes as pessoas “ficavam peladas e faziam coisa feia”.
 
Ester, 9 anos
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.02.11
Ela desenhou a posição que tinha que ficar quando o seu pai abusava dela. 
 
Toni, 6 anos
 
Captura de Tela 2013-09-19 às 12.02.20 
 
O especialista pediu pra ele desenhar o cara que abusou dele. Ele disse “é um monstro”. Destacou o pênis ejaculando.
 
Andrea, 10 anos
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.02.32
Representou como eram os abusos, onde ela tinha que tocar o pênis do cara, e ele tocava a vagina dela. Ela ficou com vergonha de responder as questões do psiquiatra, e aceitou escrever as respostas no desenho, por isso os “sims” e o não.
 
Victor, 7 anos
 Captura de Tela 2013-09-19 às 12.02.41
Ele era obrigado, aos 4 anos de idade, a fazer sexo oral no seu pai. A linha que sai da boca dele e vai até o pênis do pai representa a sua língua.




Fonte: Ovelhas Voadoras

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Filhos são vitaminas

Filhos são vitaminas
É uma responsabilidade muito grande ser a referência de pessoas que amamos tanto e, às vezes, em nome desse amor, temos que nos impor limites
 
Por Ike Levy
01.10.2013



Esse exercício de escrever semanalmente aqui no blog tem me feito muito bem! Isso me lembra dos dez anos de terapia que fiz. Algumas vezes eu chegava com um tema na cabeça, outras vezes não fazia a menor ideia. Acabei de tomar um banho e resolver o tema que vou escrever agora. Já tive boas ideias no banho. E vocês?

Percebi que a chegada dos filhos, nos trás um enorme medo da morte. É um instinto animal mesmo. Precisamos ficar por aqui para proteger a cria. Quando eu tinha seis anos, estava tomando banho com meu pai. O sabonete caiu e ele me pediu pra pegar. Eu me neguei e expliquei carinhosamente pra ele.
"Faça uma força, pai. Você vai conseguir". Nessa época, meu pai tinha descoberto um câncer no cérebro e lutava contra ele. Ele pegou o sabonete e mais tarde citou essa passagem em no livro "S.O.S. Vida", sobre a vontade de viver.

Hoje eu tenho a Nina, de 4 anos, e estamos esperando um meninão, com nome à definir. Brinco aqui em casa que ele irá se chamar "Manolo" e a Nina fica brava comigo.. risos.
Meus filhos, já usando o plural mesmo, mudaram o meu estilo de vida. Pela minha família quero viver muitos e muitos anos com qualidade. Tenho me exercitado e parei de tomar "tanta" Coca-Cola. Na verdade, parece que sou uma pessoa antes e outra depois dessa tal paternidade. É uma responsabilidade muito grande ser a referência de pessoas que amamos tanto e, às vezes, em nome desse amor, temos que impor limites.

Ontem minha prima me ligou para quebrar um galhão. Ela estava produzindo a festa de aniversário de uma amiga e se esqueceu de contratar o fotógrafo. Eu não fotografo festas, estava indo dormir, mas resolvi dar um help.  
No caminho pensei: vou chegar lá e tomar uma dessas bebidas energéticas pra aguentar. Afinal, acordo todos os dias às 6 da matina pra levar a minha filhota pra escola. Cheguei na festa e não tinha energético. Ok, vamos encarar...

Fiquei observando através da câmera, pessoas super produzidas chegando na festa depois da meia noite.  Me lembrei de quando fazia isso e achava o máximo!  Saí de lá às 4 da manhã e para a minha grata surpresa a Luciana tinha colocado a Nina pra dormir na minha "área" da nossa cama. Deitei ao seu lado, abracei e beijei aquela pessoa tão pequena e cheirosa.  Ela apertou a minha mão e puxou pra perto do peito como se fosse sua "naninha". Eu só tive tempo de fazer uma coisa antes de pegar no sono: De dizer muito obrigado meu Deus!